Apesar de ser uma doença pouco popular, a psoríase vem atingindo a média de 2 milhões de brasileiros por ano. Embora exista uma predisposição genética, ela não é transmitida aos descendentes e sua causa ainda é desconhecida.

A psoríase é uma doença crônica de pele, que atinge principalmente o couro cabeludo, tronco, unhas, cotovelos, joelhos, palmas das mãos e plantas dos pés. Apesar de sua causa ser desconhecida, ela pode estar relacionada à queda de imunidade ou até mesmo fatores emocionais.

Facilmente identificada por lesões avermelhadas e descamativas normalmente em placas, a psoríase é uma doença inflamatória e apesar de pessoas que sofrem com a doença serem muitas vezes discriminadas, é importante ressaltar que ela não é uma doença contagiosa. A psoríase tem maior incidência em indivíduos com idade inferior a 30 anos e superior a 50, mas em alguns poucos casos pode surgir ainda na infância.

Tipos de psoríase

A psoríase em si é apenas uma, porém podemos classificá-la em diferentes tipos conforme sua localização e tamanho.

  • Psoríase palmo-plantar: caracterizada por lesões que surgem nas plantas dos pés e/ou nas palmas das mãos.
  • Psoríase eritrodérmica: sendo a mais comum, caracteriza-se por lesões generalizadas que atingem até 75% do corpo ou até mais.
  • Psoríase postulosa: podem surgir nos pés e nas mãos, ou espalhadas pelo corpo, mas sempre acompanha de pus.
  • Psoríase ungueal: caracterizada por manchas amareladas, costuma surgir nas unhas das mãos e dos pés, e estas por sua vez podem crescer de forma anormal e esfarelar. Em alguns casos mais extremos, as unhas podem até mesmo descolar do leito ungueal.
  • Psoríase artropática ou artrite psoriática: este tipo de psoríase afeta não só a pele com descamação e inflamações, mas também as articulações, principalmente dos dedos dos pés e das mãos, joelhos e coluna, podendo causar até mesmo deformidades permanentes.
  • Psoríase do couro cabeludo: semelhante à caspa, esse tipo é caracterizado por áreas avermelhadas com escamas espessas esbranquiçadas que surgem no couro cabeludo com muita coceira.
  • Psoríase invertida: afeta as regiões mais úmidas da pele, como por exemplo, axilas, virilha e região abaixo das mamas. Os sintomas costumam se agravar com o suor e atrito da pele.

Tratamento

A psoríase não tem cura, mas existe tratamento cujo objetivo é controlar sua reincidência, sendo que para cada tipo de psoríase recomenda-se um tratamento diferente.

Apesar de muitas pessoas acharem que o sol pode agravar a doença, uma das recomendações para quem carrega consigo a psoríase é justamente a exposição ao sol. Manter a pele hidratada também é importante, além de alguns medicamentos já existentes para aliviar a doença e até mesmo pomadas à base de alcatrão, que tem provado eficácia no controle da psoríase.

Além disso, também há a possibilidade de tratamento por fototerapia. Essa opção consiste na exposição da pele à luz ultravioleta, realizado em clínicas especializadas sob a supervisão médica, e não é indicada para crianças.