O diabetes é uma das doenças mais comuns entre os adultos, mas que pode atingir qualquer idade. Para entender como ela age, vamos conhecer um pouco mais sobre como e por que ela surge em nosso organismo.

Tudo começa no pâncreas, órgão responsável por produzir um hormônio chamado insulina, uma palavra bem conhecida entre as pessoas que convivem com o diabetes. A insulina é o hormônio responsável por controlar o nível de concentração de açúcar no sangue, porém, quando o pâncreas apresenta algum problema ou dificuldade em produzir insulina, a glicose que deveria ser aproveitada pelo organismo e servir de combustível, acaba sendo sendo eliminada pelos rins, dando origem ao diabetes.
Existem vários tipos de diabetes, sendo que as mais conhecidas são diabetes do tipo 1, tipo 2 e a gestacional. Veja a seguir as principais características de cada uma delas.

Pré-diabetes
O pré-diabetes não é a doença de fato, mas sim um aviso de que ela se aproxima. É descrito como uma condição caracterizada por uma taxa alta de glicose no sangue, acima do normal, mas não a ponto de se diagnosticar o diabetes do tipo 2. Nessa fase não há o aparecimento de qualquer sintoma, por isso o nome “pré-diabetes”. Por esse motivo, é importante realizar exames periodicamente para medir a glicemia, principalmente à partir dos 45 anos e em casos de sobrepeso, obesidade, histórico familiar de diabetes, pressão alta e alteração dos níveis de colesterol.  

Diabetes Tipo 1
Este tipo de diabetes costuma ser mais comum na infância e adolescência, mas pode ser diagnosticado em adultos também. Tem como característica principal a baixa produção de insulina pelo pâncreas, fazendo com que seja necessário a aplicação diária de injeções de insulina.

Diabetes Tipo 2
O diabetes tipo 2 está diretamente relacionado a hábitos alimentares irregulares, incluindo o consumo excessivo de refrigerantes, alimentos gordurosos e industrializados, açúcares e carboidratos, o que acaba gerando resistência à ação da insulina. O tratamento desse tipo de diabetes se dá pelo uso de medicamentos antidiabéticos, e em alguns casos, pode ser necessária a aplicação de insulina.

Diabetes Gestacional
Durante a gravidez ocorre uma série de alterações hormonais, sendo que alguns desses hormônios produzidos na gestação podem reduzir a ação da insulina. Por esse motivo, o pâncreas passa a produzir mais insulina para compensar a redução originada pela gravidez, no entanto, em muitos casos isso não acontece, ocasionando assim a diabetes gestacional.
Alguns dos fatores que predispõem a doença são: idade avançada da gestante, sobrepeso, obesidade, hipertensão, histórico familiar de diabetes em parentes de primeiro grau e gravidez de gêmeos.
Além disso, o aumento do nível de glicose durante a gravidez devido ao diabetes pode causar o crescimento excessivo do feto, condição chamada de macrossomia fetal, que além de dificultar o parto pode provocar outras complicações, como por exemplo, hipoglicemia neonatal.


Além dos tipos citados acima, existem outros fatores que podem desencadear o diabetes, tais como:

  • Irregularidade genética na ação da insulina ou na função da célula beta;
  • Pancreatite alcoólica;
  • Uso de determinados medicamentos ou produtos químicos (diuréticos, corticoides, contraceptivos, etc).

Principais sintomas do diabetes

  • Alterações visuais;
  • Fome e sede em excesso;
  • Vontade de urinar várias vezes ao dia;
  • Distúrbios cardíacos e renais;
  • Cansaço e fraqueza;
  • Feridas que demoram a cicatrizar;
  • Emagrecimento.

Tratamento
Além dos citados anteriormente (aplicação de insulina e medicamentos), é essencial manter uma dieta alimentar equilibrada para o controle do diabetes. É recomendada a orientação de nutricionista e o acompanhamento de psicólogos ou psiquiatras na redução de peso, além de praticar atividades físicas que irão reduzir o nível de glicemia.